
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (4), 11 incêndios florestais em diferentes regiões do Estado. As ocorrências são registradas nos municípios de Cocalinho, Planalto da Serra, Conquista D’Oeste, Gaúcha do Norte, Alto Garças, Confresa, Nova Bandeirantes, Poconé, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Paranaíta.
As equipes atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
As ações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o reforço do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação conjunta amplia a capacidade de resposta no combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.
Focos de calor
Nas últimas 24 horas, Mato Grosso registrou 71 focos de calor, conforme dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), atualizados às 17h desta sexta-feira (4).
Do total, 34 focos foram identificados no bioma Amazônia, 22 no Cerrado e 15 no Pantanal. Os dados são do satélite de referência Aqua Tarde.
Em Terras Indígenas, foram registrados 20 focos de calor. Os registros ocorreram na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; na Terra Indígena Urubu Branco, em Santa Terezinha; na Terra Indígena Paresi, em Tangará da Serra; na Terra Indígena Erikpatsá, em Brasnorte; na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; na Terra Indígena São Domingos, em Luciara; e na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda.
O Corpo de Bombeiros reforça que um foco de calor isolado não significa necessariamente um incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada identificada por satélites e pode ou não estar relacionado à presença de fogo. Os incêndios florestais, em geral, são identificados pela concentração de diversos focos em uma mesma área.
No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios é responsabilidade de órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar nesses territórios.
Fiscalização
O CBMMT também monitora o uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho, coordenada a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o auxílio de imagens de satélite e outras tecnologias, as equipes buscam identificar antecipadamente áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo tenha sido iniciado de forma irregular. A operação atua tanto na prevenção quanto na responsabilização de infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros já atuou na extinção de incêndios em 28 municípios, entre eles Rondonópolis, Primavera do Leste, Chapada dos Guimarães, Água Boa, Aripuanã, Colniza, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo e Santa Terezinha.
Uso do fogo é proibido
O CBMMT reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.
Nas áreas urbanas, a utilização do fogo é proibida durante todo o ano. O uso irregular pode configurar crime ambiental e resultar em penalidades previstas em lei, além de representar riscos à segurança pública, à saúde e ao meio ambiente.
Denúncias sobre uso irregular do fogo podem ser feitas pelos números 193, do Corpo de Bombeiros Militar, e 190, da Polícia Militar.


