
Um adolescente de 16 anos foi apreendido na manhã desta quinta-feira (19), suspeito de envolvimento na morte do advogado e motorista de aplicativo Paulo de Souza Freitas Júnior, em Rondonópolis (MT). O crime ocorreu no dia 5 de fevereiro e é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante a “Operação Fim de Linha”.
O mandado de apreensão foi cumprido em uma residência no bairro Celina Bezerra. Segundo a Polícia Civil, ao perceber a presença dos investigadores, o menor tentou fugir pulando da janela do segundo andar do apartamento, mas foi alcançado após perseguição por vários quarteirões.
Conforme o boletim de ocorrência, o adolescente ainda resistiu à abordagem e entrou em luta corporal com os policiais antes de ser contido. Durante a fuga, ele sofreu uma lesão no joelho ao pular da janela.
Durante buscas no imóvel, os policiais apreenderam um simulacro de arma de fogo (arma falsa), roupas que teriam sido utilizadas no dia do crime, além de um aparelho celular danificado. O telefone, segundo a polícia, foi localizado após o suspeito arremessá-lo sobre uma laje.
O adolescente, conhecido pelo apelido de “Sem Alma”, é apontado como integrante de uma organização criminosa e teria a função de monitorar a movimentação de viaturas policiais no bairro onde mora.
Dinâmica do crime
Durante coletiva de imprensa, o delegado João Paulo informou que o adolescente confessou parcialmente a participação no crime e confirmou a dinâmica já apurada pela investigação.
De acordo com o delegado, o menor e o suspeito de 27 anos, preso no dia 11 de fevereiro, solicitaram a corrida por aplicativo com a intenção de cometer um roubo.

“Em determinado momento da corrida houve o anúncio do roubo e, em razão da resistência da vítima, eles entraram em luta corporal e aplicaram um golpe conhecido como ‘mata-leão’, fazendo com que ela desacordasse”, explicou o delegado.
Após a agressão, a vítima foi levada até uma área de mata, onde o corpo foi abandonado. Em seguida, os suspeitos seguiram com o veículo até o bairro Celina Bezerra, onde o carro foi deixado.
O delegado também confirmou que o laudo pericial apontou que a causa da morte foi estrangulamento, compatível com a versão apresentada pelos envolvidos.

Ainda segundo o delegado João Paulo, o simulacro de arma de fogo apreendido teria sido utilizado para intimidar a vítima durante o assalto.
O adolescente foi ouvido na presença da mãe e deve responder por ato infracional análogo ao crime de latrocínio. A Polícia Civil solicitou a internação provisória, que pode chegar a até três anos.
Já o suspeito maior de idade segue preso preventivamente e deve ser indiciado por latrocínio e corrupção de menores. O inquérito policial deve ser concluído nos próximos dias.
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