A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rondonópolis, em conjunto com entidades estaduais e nacionais do setor, manifestou posicionamento contrário à proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A medida está em discussão no Congresso Nacional por meio da PEC 8/2025, que propõe a adoção do modelo 4×3, com redução da jornada semanal.

O posicionamento foi apresentado em nota conjunta assinada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso e pelas CDLs do estado, incluindo a CDL de Rondonópolis. As entidades classificam a proposta como prejudicial ao setor produtivo e afirmam que a mudança pode gerar impactos negativos na economia.
De acordo com o documento, a redução da jornada de trabalho, embora tenha como objetivo melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, pode resultar em aumento do desemprego, crescimento da informalidade e até fechamento de empresas, especialmente no comércio, que depende de maior carga horária para manter suas atividades.
As entidades também destacam que o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais que impactam diretamente a produtividade. Dados citados apontam que a produtividade do trabalhador brasileiro é significativamente inferior à de países desenvolvidos, o que dificultaria a adoção de jornadas reduzidas sem prejuízos econômicos.
Outro ponto levantado é o momento em que a proposta está sendo debatida. Para o setor, a discussão em período eleitoral pode comprometer uma análise mais técnica e aprofundada do tema, considerado sensível para a economia e para o mercado de trabalho.
A nota ainda ressalta que experiências internacionais mostram que a redução da jornada de trabalho costuma ocorrer como consequência do aumento da produtividade, e não o contrário. Diante desse cenário, as entidades defendem que a proposta seja amplamente debatida antes de qualquer decisão.
Por fim, o setor lojista solicita que o Congresso Nacional reavalie a proposta e priorize medidas que incentivem o crescimento econômico, a geração de empregos e a melhoria das condições de trabalho de forma sustentável.


