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Dólar recua a R$ 4,91 e fecha no menor nível desde janeiro de 2024

Dólar recua a R$ 4,91 e fecha no menor nível desde janeiro de 2024

Fonte: R7
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Imagem: dolar Dólar recua a R$ 4,91 e fecha no menor nível desde janeiro de 2024
Dólar – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar apresentou queda firme em relação ao real nesta terça-feira (5), acompanhando a onda de enfraquecimento da moeda norte-americana em relação a divisas emergentes.

Após temores de recrudescimento no conflito no Oriente Médio na segunda-feira (4) com relatos de ataques iranianos a instalações petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos, declarações de autoridades dos Estados Unidos nesta terça reiterando a vigência do cessar-fogo com o Irã levaram a um arrefecimento dos prêmios de risco.

Em baixa desde a abertura dos negócios, o dólar à vista esboçou aproximar-se do piso de R$ 4,90 ao longo da tarde, ao registrar mínima de R$ 4,9066.

No fim do pregão, a moeda norte-americana recuava 1,12%, a R$ 4,9119 — menor valor de fechamento desde 26 de janeiro (R$ 4,9110) de 2024.

A divisa já acumula perda de 0,82% nos dois primeiros pregões de maio, após queda de 4,36% em abril. Depois do tombo desta terça, a desvalorização em 2026 passou a ser de dois dígitos (10,51%).

Se, na segunda-feira, o real sofreu menos que os pares com o estresse geopolítico, nesta terça, a moeda brasileira liderou com folga os ganhos entre as divisas mais líquidas.

A combinação de melhora dos termos de troca com manutenção de taxa de juros atrativa dá suporte ao real.

Operadores relataram também entrada de recursos estrangeiros para a bolsa e provável internalização de recursos por exportadores.

“O mercado experimentou um alívio hoje com a continuidade do cessar-fogo e até com relatos de passagem de alguns navios pelo estreito de Ormuz”, afirma o economista-chefe da Group Holding USA, Fabrizio Velloni, ressaltando que a queda do petróleo diminuiu a aversão ao risco.

Velloni vê o Brasil bem posicionado para lidar com o choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio.

Além de ser exportador líquido de petróleo, o país tem um mercado acionário com peso relevante de empresas ligadas a commodities, o que tende a atrair recursos estrangeiros para a bolsa doméstica, observa.

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