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Mensagens em grupo de policiais civis de Sorriso sugerem tortura e estupro contra detentas; caso é investigado

As mensagens foram coletas de um celular furtado da delegacia em 2023

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Mensagens e áudios atribuídos a policiais civis da Delegacia de Sorriso (MT), levantaram suspeitas de possíveis violações de direitos humanos dentro da unidade. O material teria sido extraído de um celular oficial da delegacia, furtado no fim de 2023, poucos dias antes de uma detenta denunciar ter sido vítima de violência sexual no local.

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Prints de um agrupo de Whatsapp entre Policiais Civis de Sorriso-MT sugerem tortura e estupro contra detentas – Foto: Reprodução

A atenção sobre a delegacia se intensificou após uma ex-detenta denunciar ter sido vítima de estupro praticado por um investigador enquanto estava sob custódia. De acordo com a defesa, os abusos teriam ocorrido dentro da própria unidade policial, sob ameaça contra a filha da vítima. Exames periciais realizados posteriormente apontaram compatibilidade genética entre o material coletado e o de um dos policiais que atuavam no plantão à época.

O conteúdo que corrobora a versão da detenta, indica a existência de um grupo de WhatsApp institucional utilizado por integrantes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), intitulado como “DHPP/Assuntos Oficiais”. As conversas sugerem práticas incompatíveis com os protocolos legais e éticos da atuação policial, além de linguagem considerada ofensiva ao se referirem a mulheres sob custódia do Estado.

As imagens das mensagens passaram por verificação técnica por meio de ferramenta de análise forense digital, que não identificou indícios de adulteração no material divulgado. Ainda assim, a Polícia Civil afirma que parte das conversas pode ter sido retirada de contexto ou manipulada com o objetivo de comprometer o trabalho da corporação.

Diante da repercussão, um grupo de advogados criminalistas formalizou denúncia junto à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), ao Ministério Público Estadual, à Corregedoria da Polícia Civil e a entidades nacionais da advocacia criminal. A Corregedoria informou que recebeu o material e instaurou procedimento para apuração preliminar dos fatos.

Além das mensagens, denúncias protocoladas ao Ministério Público em 2024 apontam para outros episódios de possível abuso de autoridade envolvendo policiais da mesma unidade. Entre os relatos está o de uma jovem que afirmou ter sido agredida e ameaçada durante uma abordagem policial, em janeiro do ano passado. Segundo o depoimento, ela teria sido levada a um local isolado e coagida a fornecer informações sobre um homicídio investigado na cidade. O caso, até o momento, não teve desdobramentos públicos.

A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação e que outras detentas foram ouvidas, sem registro de novas denúncias até o momento. O órgão reafirmou, por meio de nota, o compromisso com a legalidade e a apuração rigorosa de qualquer conduta irregular.

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